PERSONAL VIRTUAL

Professor Jorge Ney Barboza- CREF- RJ- 1137- email- aerolocaljnb@hotmail.com

>>>DIABETES MELLITUS ( DM ) Sinônimos:
Diabetes, hiperglicemia Nomes populares: Açúcar no sangue, aumento de açúcar O que é ? Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características. O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil. Apresenta diversas formas clínicas, sendo classificado em: Diabetes Mellitus tipo I: Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina Diabetes Mellitus tipo II: Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção. Outras formas de Diabetes Mellitus: quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas. Diabetes Gestacional: Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose. O que se sente ? Os sintomas do DM são decorrentes do aumento da glicemia e das complicações crônicas que se desenvolvem a longo prazo. Os sintomas do aumento da glicemia são: sede excessiva, aumento do volume da urina, aumento do número de micções, surgimento do hábito de urinar à noite, fadiga, fraqueza, tonturas visão borrada, perda de peso.

 

Dieta para diabéticos
por Dr. Dana Armstrong e Dr. Allen Bennett King - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Os diabéticos não têm que cortar o açúcar da sua dieta.
2007 Publications International, Ltd.
Pessoas com diabetes não têm
que cortar o açúcar de suas dietas

Comer é essencial à vida, mas um diagnóstico de diabetes pode fazer o simples ato de comer parecer extremamente complicado. Entretanto, um diagnóstico de diabetes não significa que você tem que entrar em uma “dieta diabética” restritiva. Significa apenas que você tem que prestar muita atenção ao efeito dos alimentos sobre o seu corpo. Quando você sabe como os alimentos afetam o seu corpo, você pode ajustar os tipos e quantidades que pode comer de modo a manter os seus níveis de glicose no sangue dentro da faixa considerada como normal.
Enquanto carboidratos, proteínas e gorduras são digeridos, eles são fragmentados em glicose, fazendo com que os níveis de glicose no sangue subam. Mas cada um desses nutrientes apresenta um metabolismo diferente em termos de velocidade de absorção, quantidade absorvida (são fragmentados no corpo em várias taxas,) afetando de forma diferente os níveis de glicose no sangue.
Os carboidratos são os nutrientes que mais afetam os níveis de glicose no sangue. O corpo fragmenta aproximadamente 100% dos açúcares e amidos - dois tipos de carboidratos - em glicose em aproximadamente duas horas. No passado, era dito às pessoas com diabetes que elas não podiam ter qualquer açúcar na sua dieta e que os amidos eram saudáveis. Nós sabemos agora, entretanto, que o seu corpo fragmenta tanto o açúcar quanto o amido em glicose na mesma velocidade. De fato, é a quantidade total de carboidrato na sua dieta, não a fonte do carboidrato, que influencia significativamente os níveis de glicose no sangue.
As proteínas e as gorduras afetam menos os níveis de glicose no sangue do que os carboidratos. Aproximadamente 50% da proteína é eventualmente fragmentada em glicose, geralmente dentro de três a cinco horas. Em torno de 5 a 10% da gordura que você come se transforma em glicose dentro de seis a oito horas. A gordura desempenha um papel na elevação da glicose no sangue pelo bloqueio da ação da insulina, aumentando o tempo que o alimento leva para viajar através dos seus intestinos. Como resultado, a sua glicose no sangue pode não ser inicialmente afetada depois de uma refeição gordurosa, mas horas depois, ela pode subir significativamente. O álcool e os substitutos do açúcar, ou adoçantes, também podem afetar os níveis de glicose no sangue.
Para descobrir como carboidratos, proteínas e gorduras - em quantidades e combinações diferentes - afetam os seus níveis de glicose no sangue, faça experimentos com eles. Comece comendo como de costume. Então comece a introduzir uma variedade maior de alimentos. Desfrute de tipos diferentes de carboidratos, de molho de tomate a batatas, biscoitos a feijões verdes, e de pão a mirtilos. Coma uma variedade de proteínas, de ovos a queijo e de peru moído a costela. Existem vários tipos de gorduras, de manteiga a margarina e de creme de leite a maionese.
Mantenha anotações detalhadas e precisas sobre as quantidades de alimentos que você come e a quantidade dos nutrientes no alimento, e teste freqüentemente os seus níveis de glicose no sangue para ver como o seu nível de insulina corresponde ao seu consumo de comida. Teste antes de comer e depois uma, duas, três e quatro horas após a refeição. Como regra geral, tenha como objetivo uma glicose em jejum de 90-130 miligramas por decilitro (mg/dL); uma hora após a refeição, menos que 180mg/dL; duas horas após a refeição, menos que 160mg/dL; três horas depois, menos que 140mg/dL; e em quatro horas, ou antes da sua próxima refeição, novamente a 90-130mg/dL.
Com o tempo, você começará a perceber como o seu corpo responde ao alimento, especialmente aos carboidratos. Você pode descobrir que comer alimentos que contenham apenas carboidratos faz com que a glicose no sangue suba rapidamente, ou fique muito alta após a refeição. Os carboidratos em combinação com quantidades variáveis de gordura e/ou proteínas afetarão os níveis de glicose no sangue de forma diferente. Além disso, você pode descobrir que alimentos ricos em gordura elevam os seus níveis de glicose no sangue também. Você pode descobrir que comer em excesso (comer quando você não está com fome) faz os níveis de açúcar no sangue subirem rapidamente e ficarem muito altos.
Lembre-se: não importa a sua fonte, a insulina trabalha com o alimento que você come. O equilíbrio é o aspecto-chave do controle da diabetes. Se você come muita comida para a insulina que está disponível, o seu nível de glicose será muito alto; se você come muito pouco, o seu nível de glicose será muito baixo. Uma alimentação balanceada ajuda a controlar a diabetes.
Aprenda mais sobre como alimentos diferentes afetam o seu corpo e a sua capacidade de administrar a diabetes.

Diabetes e açúcar
O mito de que os diabéticos não podem comer açúcar persiste até hoje. Aprenda mais sobre por que o açúcar não é o arquiinimigo do diabético.

Diabetes e carboidratos
Determinar a quantidade de carboidratos que é ideal para o seu corpo é fundamental para o gerenciamento dos níveis de  glicose no sangue. Aprenda mais sobre como os carboidratos afetam os níveis de glicose no sangue.

Diabetes, proteína e gordura
Embora a proteína e a gordura não afetem os níveis de glicose no sangue tanto quanto os carboidratos, elas são nutrientes essenciais para o corpo e afetam os níveis de glicose no sangue. Aprenda mais sobre a importância da proteína e da gordura.

Diabetes e sal
A pressão alta acrescenta um esforço adicional sobre o já estressado corpo diabético. Aprenda mais sobre por que é importante reduzir o consumo de sal na sua dieta.

Diabetes e álcool
O álcool age como uma toxina no corpo, que o fígado metaboliza para depois eliminar. O fígado também desempenha um papel-chave na regulação dos níveis de glicose no sangue. Aprenda mais sobre como o álcool interfere no controle dos níveis de glicose no sangue.

Diabetes e controle de peso
Estar acima do peso aumenta a resistência à insulina, tornando mais difícil para os diabéticos controlar os níveis de glicose no sangue e tornando mais provável que pessoas sem diabetes a desenvolvam. Aprenda mais sobre como o peso afeta a diabetes.

Diabetes e perda de peso
Perder peso pode diminuir a resistência à insulina, tornando mais fácil o controle dos níveis de glicose no sangue. Aprenda mais sobre dieta e perda de peso.

Para mais informações sobre diabetes em geral, acesse os links abaixo.

  • Para aprender mais sobre diabetes em geral, incluindo diagnóstico, causas, sintomas e tratamento, visite a página Diabetes.
  • A página Diabetes tipo 1 mostrará mais a você sobre essa forma de diabetes, chamada comumente de "diabetes juvenil."
  • Para saber mais sobre a diabetes tipo 2, que alcançou o nível de epidemia nacional, vá para a página Diabetes tipo 2.

Esse artigo tem propósitos apenas informativos. NÃO FORNECE ORIENTAÇÕES MÉDICAS. Tantos os editores do Consumer Guide ®, da Publications International, Ltd., quanto o autor e divulgador não se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação na dieta, ação ou aplicação de medicamento que resultem da leitura ou observância das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui a prática da medicina, e não substituiu o conselho do seu médico ou outro profissional de saúde. Antes de adotar qualquer tipo de tratamento, o leitor deve procurar atendimento médico ou outro profissional da saúde

Diabetes

Agora que você sabe como seu corpo lida com a glicose usando insulina e glucagon está pronto para compreender a diabetes. A diabetes é classificada em três tipos: tipo 1, tipo 2 e gestacional.


Modelos animais
Os cientistas podem estudar a diabetes tipo 1 em ratos ou camundongos injetando neles um antibiótico chamado estreptozotocina, que destrói as células beta para produzir diabete. A diabetes tipo 2 pode ser imitada em uma linhagem geneticamente alterada de camundongos, que se tornam obesos e diabéticos à medida que envelhecem.

Tipo 1, também chamado de diabete juvenil ou diabete insulino-dependente, é causado por uma falta de insulina. Esse tipo é encontrado em 5% a 10% dos diabéticos e geralmente ocorre em crianças e adolescentes. Os diabéticos tipo 1 têm um teste de tolerância à glicose positivo e glicemia de jejum elevados. Nos diabéticos tipo 1, as células beta das ilhotas pancreáticas são destruídas, possivelmente pelo próprio sistema imunológico do indivíduo ou por fatores genéticos ou ambientais.
Tipo 2, também chamado de diabetes do adulto ou diabetes não dependente de insulina, ocorre quando o corpo não responde à sua própria insulina (resistência à insulina). O tipo 2 ocorre em 90 a 95% dos diabéticos e geralmente em adultos acima dos 40 anos, mais freqüentemente entre os 50 e 60 anos de idade. Os diabéticos tipo 2 têm um teste de tolerância à glicose positivo e glicemias  de jejum elevadas. Nos diabéticos tipo 2 a resistência à insulina está vinculada à obesidade, provavelmente por uma alteração da sensibilidade e do número de receptores de insulina. Alguns estudos sugerem que o número de receptores de insulina nas células do fígado, adiposas e musculares está reduzido, enquanto que outros sugerem que as vias intracelulares ativadas pela insulina nessas células estão alteradas.
Diabetes gestacional pode ocorrer em algumas mulheres grávidas e é similar a diabetes tipo 2. As diabéticas gestacionais têm um teste de tolerância à glicose positivo e glicemia de jejum. Durante a gravidez, vários hormônios bloqueiam parcialmente as ações da insulina, deixando assim a mulher menos sensível à sua própria insulina. Ela desenvolve uma diabetes que pode ser tratada com uma dieta especial e/ou injeções suplementares de insulina. Geralmente, o problema desaparece depois que nasce o bebê.
Independente do tipo da diabetes, os diabéticos exibem vários, mas não necessariamente todos dos sintomas a seguir:

  • sede excessiva (polidipsia)
  • urina freqüente (poliúria)
  • fome extrema (polifagia)
  • perda de peso inexplicável
  • presença de glicose na urina (glicosúria)
  • cansaço ou fadiga
  • alterações na visão
  • dormência ou formigamento nas extremidades (mãos e pés)
  • demora para cicatrizar feridas e machucados
  • freqüência de infecções mais alta do que a normal

Esses sintomas podem ser compreendidos quando observamos como a deficiência de insulina ou a resistência à insulina afetam a fisiologia do corpo.
Vamos ver como a falta de insulina ou resistência à insulina afeta seu corpo para produzir os sintomas e sinais clínicos da diabetes.
- Causa diretamente altos níveis de glicose no sangue durante o jejum e após uma refeição (tolerância à glicose reduzida).
- Suas células não absorvem glicose da corrente sangüínea, o que faz com que você tenha altos níveis de glicose no sangue.
- Como não tem glicose proveniente do sangue entrando nas células, seu corpo "pensa" que está faminto.
- Suas células alfa do pâncreas secretam glucagon e os níveis de glucagon no sangue aumentam.
- Glucagon age no fígado e nos músculos quebrando o glicogênio armazenado e liberando glicose no sangue.
- O glucagon também age no fígado e nos rins para produzir e liberar glicose através da gliconeogênese.
As duas ações do glucagon aumentam ainda mais os níveis de glicose no sangue.
O alto nível de glicose no sangue faz com que apareça glicose na sua urina:

  • os altos níveis de glicose no sangue aumentam a quantidade de glicose filtrada pelos seus rins;
  • a quantidade de glicose filtrada excede a quantidade que os rins podem reabsorver;
  • o excesso de glicose fica perdido na urina e pode ser detectado por medidores de glicose em tiras. Veja em Como funcionam os rins detalhes sobre filtração e reabsorção.

O alto nível de glicose no sangue faz com que você urine freqüentemente:

  • o alto nível de glicose no sangue aumenta a quantidade de glicose filtrada pelos rins;
  • como a carga filtrada de glicose nos rins excede a quantidade que esses podem absorver, a glicose permanece dentro do lúmen tubular;
  • a glicose no túbulo retém água, o que aumenta o fluxo de urina através do túbulo;
  • o aumento do fluxo de urina faz com que você urine freqüentemente.


A falta ou resistência à insulina age sobre muitos órgãos, produzindo uma variedade de efeitos

O alto nível de glicose no sangue e o aumento do fluxo de urina fazem você ficar constantemente sedento:

  • os altos níveis de glicose no sangue aumentam a pressão osmótica do sangue e estimulam diretamente os receptores de sede no seu cérebro;
  • o aumento no fluxo de urina faz com que você perca sódio corporal, o que também estimula os receptores de sede;
  • você fica constantemente faminto. Não está claro exatamente o que estimula os centros de fome do seu cérebro, possivelmente, a falta de insulina ou os altos níveis de glucagon;
  • você perde peso apesar de estar comendo mais freqüentemente. A falta ou resistência à insulina estimulam diretamente a degradação de gorduras nas células adiposas e de proteínas nos músculos, levando à perda de peso;
    • o metabolismo dos ácidos graxos leva à produção de corpos cetônicos liberados (cetoacidose), o que pode levar a problemas respiratórios, cheiro de acetona no seu hálito, irregularidades no seu coração e depressão do sistema nervoso central, o que leva ao coma;
  • você se sente cansado porque suas células não conseguem absorver glicose, deixando-as sem combustível para obter energia;
    • os altos níveis de glicose sangüínea aumentam a pressão osmótica do seu sangue;
    • a pressão osmótica aumentada atrai água dos tecidos, fazendo com que fiquem desidratados;
    • a água do seu sangue se perde nos rins através da urina, o que diminui o volume sangüíneo;
    • a redução no volume sangüíneo deixa seu sangue mais espesso (concentração mais alta de células sangüíneas vermelhas), com uma consistência parecida com a do melado e com mais resistência ao fluxo (má circulação);
  • a má circulação de sangue causa dormência nas mãos e pés, alterações na visão, os ferimentos demoram para cicatrizar e você tem infecções freqüentes. O alto nível de glicose no sangue também pode deprimir o sistema imunológico. Por fim, isso pode levar a gangrena dos membros e cegueira.

Felizmente, pode-se lidar com essas conseqüências corrigindo a glicose sangüínea elevada através de dieta, exercícios e medicamentos, como discutiremos a seguir.

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